Um ano se passou do fim. E ele ainda o acompanha.
Leu seus rabiscos em cadernos, todos anteriores ao amor. Percebeu que so escrevia antes de conhece-la. E como escrevia...
Falava de amor e paixoes como ninguem. Era um verdadeiro poeta. Um tradutor de emocoes. Amava. Escrever. E quando lhe faltava inspiracao, procurava amor em cada fresta que via, se apaixonava por tantas, de tao diferentes formas, intensidades, vontades... Se apaixonava sempre e isso era o que alimentava sua escrita. Alias. Nao sei dizer se o alimento da inspiracao era a paixao ou o vazio que esse sentimento lhe dava... Quem sabe os dois? O que sabe é que quando encontrou, de fato, o amor, parou de escrever. De ver filmes. De desenhar. De sair sozinho para ver a lua. Quando encontrou o amor, parou de buscar o que lhe fazia feliz. Achou que havia encontrado.
Acontece que o amor acabou, e nao lhe sobraram palavras, frames, papeis ou luas. Nao lhe sobrou nada. Deixou de fazer o que lhe fazia bem para fazer bem ao seu bem. Má ideia. O amor acabou e a vida que tinha, nao só com ela, mas, especialmente, a vida que tinha antes dela, foi soterrada em meio a um monte de dores.
Perdeu alguns quilos e a vontade de viver. Perdeu tudo. Ela era seu tudo.
Um ano se passou do fim, e ele ainda o acompanha.
Nao sei dizer se ele errou em se permitir amar tanto, mas ter deixado todo o resto que ele costumava amar, nao lhe caiu bem. Lhe derrubou, alias. Perdeu a paixao e o chao. Perdeu-se.
Do amor sobraram algumas magoas, até que consegue esconde-las. Nao sempre. As vezes, nao poucas, elas sao maiores que todas e ele olha suas agulhas... E entao toma seus remedios, buscando neles a vontade de viver. As vezes encontra. As vezes... suporta.
Nao tinha amigos, nao confiava em ninguem. É, de forma literal, ninguem. Abriu uma exceçao para o seu amor, que lhe abriu ao meio, arrancou seu coraçao e o trucidou. Haha. Fez tudo errado. Ou nao?
Sabe que amou, com todo amor que podia. É, de forma literal, todo. Inclusive com aquele que reservava para as palavras, os desenhos, os filmes e a lua. Usou todo seu amor, nela.
Nao sabe dizer se valeu a pena. As vezes pensa, para ela começou e terminou como todos os outros. Nao tem muita certeza se o durante o foi tambem. Pode ser que sim, e isso nunca saberá.
Só sabe de si. E é tao pouco.
Hoje lhe deu vontade de escrever. Assim mesmo, sem muitos acentos ou conjugaçoes corretas. Se permitiu.
E assim será.
Até que o fim
Saia de mim.
Recomeco
Tinha muitas certezas e todas se desfizeram. Perdi tudo que achava que compreendia e agora me encontro aberto novamente. Tudo novo. Revivendo. Ressentindo. Reaprendendo.
A dor da duvida e da incompreensao me angustia, mas nao ter certeza me faz querer ir alem.
E eu vou.
Redescobrir.
A dor da duvida e da incompreensao me angustia, mas nao ter certeza me faz querer ir alem.
E eu vou.
Redescobrir.
Aquario
Me mordes, te bato, me gritas, te ardo. E nos rebolicos dos lencois, me perco em tua boca, entro em teu corpo, me afogo nos teus fluidos.
Morres e me matas de prazer.
Morres e me matas de prazer.
Suicídio
Permiti que o amor entrasse, e com ele veio a raiva, o desencanto, as decepções, o arrependimento.
Quem dera Deus eu pudesse apagar o dia que a conheci e assim tirá-la da minha vida e da minha memória.
Só Lacuna Inc pra me tirar esse gosto de morte da boca.
Me odeio por ter me permitido te amar um dia. Odeio.
Ondas do olhar
(Just in case you decide to learn portuguese someday...)
Naveguei no oceano dos teus olhos. E neles naufraguei.
Espero um dia me encontrar
nas areias
do teu
mar.
Naveguei no oceano dos teus olhos. E neles naufraguei.
Espero um dia me encontrar
nas areias
do teu
mar.
Pegadas de um caminhar
Como decifrar-me se tudo que sei de mim é o que fui? Meu todo é como pegada na areia, que só é vista quando o passo é dado. Nem antes, nem durante. Só depois. Só posso avaliar o que passou. As marcas que o presente deixa ficam no passado. Então é só isso que tenho: passados. Sei de todos que fui, e por ser tantos não sei qual nem quem sou agora, nem quem serei quando o agora for passado também. Mas não tenho pressa. Nem de saber nem de ser. Deixa assim. Em todos os amanhãs saberei quem fui ontem. É só olhar na areia. É que mais bonito que a pegada, é o caminhar.
Vontade
Vontade que dá, a gente mata e ela volta maior ainda, trazendo várias outras consigo.
Vontade de matar essas vontades.
Em você.
Ex.
Acho
____que nunca amarei ninguém como amei aquela menina.
Sei
___ que isso é bom.
(Afinal, amar daquele jeito não seu certo.)
[Amando de um jeito diferente, quem sabe.]
{Amando uma pessoa diferente, definitivamente.}
____que nunca amarei ninguém como amei aquela menina.
Sei
___ que isso é bom.
(Afinal, amar daquele jeito não seu certo.)
[Amando de um jeito diferente, quem sabe.]
{Amando uma pessoa diferente, definitivamente.}
Sem aforo
O sinal vermelho, Nara Leão gritando aos meus ouvidos pelos auto-falantes do carro, e o sorriso mais lindo do mundo. Que clareou minha noite.
E ainda tento decifrar se os olhos daquela menina me diziam Pare. Ou Siga.
Mas sem dúvida, me chamaram a Atenção como ninguém.
Pisei no acelerador e parti.
Sem ela. Só Nara.
E ainda tento decifrar se os olhos daquela menina me diziam Pare. Ou Siga.
Mas sem dúvida, me chamaram a Atenção como ninguém.
Pisei no acelerador e parti.
Sem ela. Só Nara.
(fazer) Amor.
É como Vinícius de Moraes e Augusto dos Anjos.
Um é amor e melodia,
O outro é palavra e escarro.
Ela é como uma melodia escrita,
Eu sou o amor escarrado.
E nesse desencontro de versos,
Ela quer poesia,
Eu me contento com o sexo.
Um é amor e melodia,
O outro é palavra e escarro.
Ela é como uma melodia escrita,
Eu sou o amor escarrado.
E nesse desencontro de versos,
Ela quer poesia,
Eu me contento com o sexo.
Corruptção
(Cara, desenterrando textos aqui.. esse aqui deve ser dos meus catorze anos, sei lá. ahhaha)
O país caindo, sucumbindo, ruindo, esvaindo por veias de sangue azul da estrela vermelha.
Dinheiro sujo na cueca, na mala, no avião. O presidente com dor no ombro, viajando, roubando com quatro dedos na mão.
Pizzas na cpi que dariam para matar toda a fome do país.
Cagoetagem, hiporisia e mentiras para todos os lados. O carater e a verdade receberam mensalão para ficarem calados.
Um papa que proíbe o amor entre pessoas do mesmo sexo. Amar é pecar? Que todos morram então. E olha o lula de novo em seu avião.
O mundo morrendo e eu só penso em te ter.
Um poema sem rimas prum amor sem futuro.
O país caindo, sucumbindo, ruindo, esvaindo por veias de sangue azul da estrela vermelha.
Dinheiro sujo na cueca, na mala, no avião. O presidente com dor no ombro, viajando, roubando com quatro dedos na mão.
Pizzas na cpi que dariam para matar toda a fome do país.
Cagoetagem, hiporisia e mentiras para todos os lados. O carater e a verdade receberam mensalão para ficarem calados.
Um papa que proíbe o amor entre pessoas do mesmo sexo. Amar é pecar? Que todos morram então. E olha o lula de novo em seu avião.
O mundo morrendo e eu só penso em te ter.
Um poema sem rimas prum amor sem futuro.
know what?
Someone asked once what was my best virtue and my worst defect… I’ve been trying to answer it to myself since that day. But, gosh, I’m always changing. Yep, I know it’s totally cliché, “blablabla, I’m not the same one I was the day before, blabla”, but you know what? That’s true. Things happen every single day. Everything that happens, or doesn’t happen, and the way you deal with all these stuff, makes you who you are. When you look both sides before crossing the street, you are automatically protecting yourself from the death, and it could mean a lot about who you are. Especially when you know what makes you want to be alive.
I know I’m kinda sleepy and probably it makes no sense at all, but what I’m trying to say is: when you start thinking why you do something, even the most simple things, like getting up in the morning, is when you start to know who you truly are and what you’re doing here. However, people rarely do that. You know why? Because answers bring more questions.
I know I’m kinda sleepy and probably it makes no sense at all, but what I’m trying to say is: when you start thinking why you do something, even the most simple things, like getting up in the morning, is when you start to know who you truly are and what you’re doing here. However, people rarely do that. You know why? Because answers bring more questions.
À deriva.
Seu corpo branco e frio me invade feito a água do mar, que beija o recife e transforma pedra em grãos brancos e finos de areia.
Seu corpo branco me invade inteira.
Seu corpo branco me invade inteira.
Falta saudade
"- Senti sua falta...
- Não sinta! Falta é algo ruim de se sentir.
- ...
- ...
- Senti saudade.
- Eu também."
Sabe, saudade é a lembrança boa, é a vontade de estar junto, de querer perto, que faz aquele sorriso de canto de boca aparecer junto com pensamento. É o frio na barriga que aquece.
Sentir falta é quando dói, quando arranca um pedaço da gente, quando se perde algo que não pode se completar sozinho, é ter um sentimento amputado de si contra a própria vontade. Sentir falta é ver uma parte de si, morrer.
Sinto saudade do que eu sentia. E falta de você.
- Não sinta! Falta é algo ruim de se sentir.
- ...
- ...
- Senti saudade.
- Eu também."
Sabe, saudade é a lembrança boa, é a vontade de estar junto, de querer perto, que faz aquele sorriso de canto de boca aparecer junto com pensamento. É o frio na barriga que aquece.
Sentir falta é quando dói, quando arranca um pedaço da gente, quando se perde algo que não pode se completar sozinho, é ter um sentimento amputado de si contra a própria vontade. Sentir falta é ver uma parte de si, morrer.
Sinto saudade do que eu sentia. E falta de você.
Platão.
- Olha a lua! - disse olhando pela janela do carro, a lua cheia, enorme, brilhando pra mim.
- Você vive falando isso. Deveria ir morar lá.
- Mas se eu morasse na lua, eu não poderia vê-la.
- Mas você estaria NELA!
- Justamente. De que me adianta estar com ela, se não poderia admirá-la? - perguntei, olhando novamente para aquela beleza que clareava meus olhos.
- Então você prefere só olhar?
- Sim. (silêncio). Acho que o sentir mais sincero é o platônico.
(transcrevendo o diálogo que aconteceu há pouco, enquanto voltava pra casa e a lua me seduzia)
- Você vive falando isso. Deveria ir morar lá.
- Mas se eu morasse na lua, eu não poderia vê-la.
- Mas você estaria NELA!
- Justamente. De que me adianta estar com ela, se não poderia admirá-la? - perguntei, olhando novamente para aquela beleza que clareava meus olhos.
- Então você prefere só olhar?
- Sim. (silêncio). Acho que o sentir mais sincero é o platônico.
(transcrevendo o diálogo que aconteceu há pouco, enquanto voltava pra casa e a lua me seduzia)
Significando.
in.trín.se.co
1. refere-se ao que está no interior de algo e que é essencial para sua existência
es.sen.ci.al
1. relativo à essência, ao fundamental. 2. muito necessário ou indispensável.
in.dis.pen.sá.vel
1. essencial, imprescindível
im.pres.cin.dí.vel
1. que não pode faltar
fal.tar
1. não existir. 2. não estar presente.
(Fonte: Wikipedia)
_
Intrínseco é o meu gostar.
O restante é você.
1. refere-se ao que está no interior de algo e que é essencial para sua existência
es.sen.ci.al
1. relativo à essência, ao fundamental. 2. muito necessário ou indispensável.
in.dis.pen.sá.vel
1. essencial, imprescindível
im.pres.cin.dí.vel
1. que não pode faltar
fal.tar
1. não existir. 2. não estar presente.
(Fonte: Wikipedia)
_
Intrínseco é o meu gostar.
O restante é você.
Underdose
Me acostumei a gostar de você. A achar graça quando você fala sério. A te abraçar demorado em qualquer lugar. A pôr a mão no seu pescoço quando lhe beijo a bochecha.
Me acostumei a precisar de você. A ficar triste quando você está também, a pensar em você quando escuto aquelas músicas. Aliás, a pensar em você sempre. A sentir sua falta quando você não está. E até quando está.
Não sei mais escrever para alguém que não seja você, pensar em alguém que não seja você, querer alguém que não seja você.
Me acostumei a gostar de você, a precisar de você. E de tanto insistir nesse costume, acho que já virou vício. E de tanto praticar esse vício, estou quase em overdose.
Sabe, overdose, como o próprio nome sugere, é quando você toma uma dose muito maior do que o... suportável. Entende? E o pior, não posso dizer que foi ua overdose de você porque de você eu tive quase nada.
Estou em overdose. Mas não sei se é de vício, de costume ou de sentir.
(Trocaria todas por uma overdose de você.)
Me acostumei a precisar de você. A ficar triste quando você está também, a pensar em você quando escuto aquelas músicas. Aliás, a pensar em você sempre. A sentir sua falta quando você não está. E até quando está.
Não sei mais escrever para alguém que não seja você, pensar em alguém que não seja você, querer alguém que não seja você.
Me acostumei a gostar de você, a precisar de você. E de tanto insistir nesse costume, acho que já virou vício. E de tanto praticar esse vício, estou quase em overdose.
Sabe, overdose, como o próprio nome sugere, é quando você toma uma dose muito maior do que o... suportável. Entende? E o pior, não posso dizer que foi ua overdose de você porque de você eu tive quase nada.
Estou em overdose. Mas não sei se é de vício, de costume ou de sentir.
(Trocaria todas por uma overdose de você.)
Re-cheio.
Senti meu coração apertar no instante em que a vi. Acho que era o vazio sendo preenchido por um monte de vontades.
2010
Sabe quando um grande amor vai embora? Não da cidade, mas do coração? E fica aquele vácuo gigante, do tamanho do sentimento... Só restam duas alternativas:
[ ] Deixar vazio.
[ ] Preencher.
Já experimentei deixar vazio mil vezes, e mil vezes esse vazio funcionou como buraco negro, sugando para dentro de si tudo que passava por perto, tudo que lhe parecesse ser algo como amor. Mesmo que não fosse. Tudo que lhe soasse como saudade. O problema do vazio é insistir em preencher-se.
Daí que dessa vez, fiz diferente. Preenchi. Não, não com paixão, nem vontade e, muito menos, com saudade. Preenchi com sentimentos, relacionados a mim e não a outrem. E cá entre nós, funcionou bastante.
O que era vontade virou nojo, o que era saudade virou impaciência, o que era paixão virou amor. Próprio. Que vezenquando apelido de orgulho. Ah, como amo meu orgulho, e como ele me ama. E me completa.
Sabe, descobri em mim, minha outra metade.
[ ] Deixar vazio.
[ ] Preencher.
Já experimentei deixar vazio mil vezes, e mil vezes esse vazio funcionou como buraco negro, sugando para dentro de si tudo que passava por perto, tudo que lhe parecesse ser algo como amor. Mesmo que não fosse. Tudo que lhe soasse como saudade. O problema do vazio é insistir em preencher-se.
Daí que dessa vez, fiz diferente. Preenchi. Não, não com paixão, nem vontade e, muito menos, com saudade. Preenchi com sentimentos, relacionados a mim e não a outrem. E cá entre nós, funcionou bastante.
O que era vontade virou nojo, o que era saudade virou impaciência, o que era paixão virou amor. Próprio. Que vezenquando apelido de orgulho. Ah, como amo meu orgulho, e como ele me ama. E me completa.
Sabe, descobri em mim, minha outra metade.
Candeeiro.
Resplandece sua dúvida fronte ao meu querer.
Encandeia você meus olhos escuros, completando-me de sombras e contemplando-me com vontades.
No clarear da sua luz, contento-me em me esquentar sem tocá-la. Entretanto, quando se esvai o seu queimar, me faço inteira fogo para incendiá-la. E feito chama, que somos, e que se consomem, ardemos em calor. Até a morte chegar.
Em cinzas.
Encandeia você meus olhos escuros, completando-me de sombras e contemplando-me com vontades.
No clarear da sua luz, contento-me em me esquentar sem tocá-la. Entretanto, quando se esvai o seu queimar, me faço inteira fogo para incendiá-la. E feito chama, que somos, e que se consomem, ardemos em calor. Até a morte chegar.
Em cinzas.
Re-citar.
Recitar é:
*Citar de novo aquilo que disse outrora em sentimentos, vontades, e agora: palavras
*Pensar de novo naquilo que foi dono dos meus pensamentos por tempos. E ficou lá. Ficou lá. Quis sair, mas agora está.
*Aquela vontade de gritar bem alto aquilo que era silencio
*Juntar as palavras antes perdidas entre meus olhos e os seus
*Falar de forma audível aquelas palavras perdidas entre minha boca e a sua.
*Citar de novo tudo que não foi dito
*Explicitar, mostrar, não. Traduzir! Recitar é traduzir. Aquilo que senti por você, que achei que senti, aquilo que nem sinto mais. Aquilo. Que te recito agora.
*Vontade de dizer minhas vontades
*Sorrir, chorar, pular, gritar, com palavras. Não mais com gestos! Nem viagens, sei la. Não pra mim. Pra você. Pra que você ouça.
*Ouvir. Recitar é fazer ouvir.
Agora você me ouve?! Sei que sim, porque agora eu falo. Agora eu recito. E então. Não há mais desculpas Não há mais aquelas palavras engasgadas na garganta. Agora elas saíram.
Não da cabeça. Das cordas vocais.
Sabe, é estranho meus pensamentos saírem por minha boca e pararem nos seus ouvidos. E não saber se eles vão chegar na cabeça, no coração ou se vão mesmo, parar nos ouvidos.
É difícil saber se o ar recheado de palavras que sai dos meus lábios vai tocar sua pele e lhe penetrar em busca das suas veias, seu sangue, e correr junto com o plasma e suas hemácias até aquele músculo cardíaco que tanto bate e eu não sei por quem.
Re-citar.
Citar novamente tudo aquilo que não podia ser dito.
http://www.youtube.com/watch?v=a7r44bXVVXM
*Citar de novo aquilo que disse outrora em sentimentos, vontades, e agora: palavras
*Pensar de novo naquilo que foi dono dos meus pensamentos por tempos. E ficou lá. Ficou lá. Quis sair, mas agora está.
*Aquela vontade de gritar bem alto aquilo que era silencio
*Juntar as palavras antes perdidas entre meus olhos e os seus
*Falar de forma audível aquelas palavras perdidas entre minha boca e a sua.
*Citar de novo tudo que não foi dito
*Explicitar, mostrar, não. Traduzir! Recitar é traduzir. Aquilo que senti por você, que achei que senti, aquilo que nem sinto mais. Aquilo. Que te recito agora.
*Vontade de dizer minhas vontades
*Sorrir, chorar, pular, gritar, com palavras. Não mais com gestos! Nem viagens, sei la. Não pra mim. Pra você. Pra que você ouça.
*Ouvir. Recitar é fazer ouvir.
Agora você me ouve?! Sei que sim, porque agora eu falo. Agora eu recito. E então. Não há mais desculpas Não há mais aquelas palavras engasgadas na garganta. Agora elas saíram.
Não da cabeça. Das cordas vocais.
Sabe, é estranho meus pensamentos saírem por minha boca e pararem nos seus ouvidos. E não saber se eles vão chegar na cabeça, no coração ou se vão mesmo, parar nos ouvidos.
É difícil saber se o ar recheado de palavras que sai dos meus lábios vai tocar sua pele e lhe penetrar em busca das suas veias, seu sangue, e correr junto com o plasma e suas hemácias até aquele músculo cardíaco que tanto bate e eu não sei por quem.
Re-citar.
Citar novamente tudo aquilo que não podia ser dito.
http://www.youtube.com/watch?v=a7r44bXVVXM
Fatos:
-Sou feito de instantes e circunstâncias.
-Falta inspiração e sobra vontade.
-O impossível surge em várias formas pra me conquistar. E sempre consegue.
-Contradigo meus discursos quando o assunto é você.
-Queria fugir. Pra longe das pessoas. E pra perto de mim.
-E no fim, o que sobra é resto.
-Falta inspiração e sobra vontade.
-O impossível surge em várias formas pra me conquistar. E sempre consegue.
-Contradigo meus discursos quando o assunto é você.
-Queria fugir. Pra longe das pessoas. E pra perto de mim.
-E no fim, o que sobra é resto.
Notas em branco
1- Cada sarda em seu rosto é um pontinho de... p o e s i a .
2- Sou só interrogações entre as reticências de sua pele.
2- Sou só interrogações entre as reticências de sua pele.
L.
Ela tinha os cabelos loiros, os olhos doces de mel e um corpo de endoidecer qualquer um.
Ela era um desastre com coisas, pessoas e sentimentos, mas de uma criatividade singular, que transpassava-lhe a pele e fincava no papel.
Ela era tudo ou nada, dependendo do instante em que a encontrasse.
Ora sorrindo com seus lábios enormes e deliciosos. Ora afogada em mágoas.
Ora correndo, pulando, perdendo o controle. Ora, quieta, quase em letargia.
Ora aos beijos, abraços e amassos. Ora, nem palavras.
Ela era feita de extremos e de vontades confusas, que ela não entendia, que dizia ter, ou mesmo, que fingia não ter.
Falo das vontades porque ela era dona das minhas. De todas elas.
Eu acho que algumas das delas também eram relacionadas a mim. Mas isso dependia, não das minhas palavras, nem do meu silêncio. Não de mim. Dependia dela. E do instante em que a encontrasse.
Ah, mas quando esse instante era o certo...
Ah, mas quando esse instante era o errado.
Por ser feita de extremos, extremizava qualquer sensação, sentido e sentimento que me fazia ter.
Fosse alegria, dor, ou vontade. Fosse o querer. Ou a vontade de esquecer.
Mas não esqueço.
Nem deixo de sentir.
Vontade.
De esquecer.
E de você.
Ela era um desastre com coisas, pessoas e sentimentos, mas de uma criatividade singular, que transpassava-lhe a pele e fincava no papel.
Ela era tudo ou nada, dependendo do instante em que a encontrasse.
Ora sorrindo com seus lábios enormes e deliciosos. Ora afogada em mágoas.
Ora correndo, pulando, perdendo o controle. Ora, quieta, quase em letargia.
Ora aos beijos, abraços e amassos. Ora, nem palavras.
Ela era feita de extremos e de vontades confusas, que ela não entendia, que dizia ter, ou mesmo, que fingia não ter.
Falo das vontades porque ela era dona das minhas. De todas elas.
Eu acho que algumas das delas também eram relacionadas a mim. Mas isso dependia, não das minhas palavras, nem do meu silêncio. Não de mim. Dependia dela. E do instante em que a encontrasse.
Ah, mas quando esse instante era o certo...
Ah, mas quando esse instante era o errado.
Por ser feita de extremos, extremizava qualquer sensação, sentido e sentimento que me fazia ter.
Fosse alegria, dor, ou vontade. Fosse o querer. Ou a vontade de esquecer.
Mas não esqueço.
Nem deixo de sentir.
Vontade.
De esquecer.
E de você.
Tu.
Por entre os dedos
agora no chão
desenrolaste, caíste
das minha mãos.
E eu que com tanta força segurava
na intenção de manter-te aqui
voaste com minhas asas
acabando por cair.
Quando o silêncio resolveu gritar
e o coração viver
a decisão certa a tomar
a errada a escolher.
Embriagado em lágrimas doces
como as de quem ama e não tem
se os insanos normais fossem
desistir seria aquém.
Com um sentimento sem fim
nem um começo certo,
termino o poema assim
sem te ter por perto.
agora no chão
desenrolaste, caíste
das minha mãos.
E eu que com tanta força segurava
na intenção de manter-te aqui
voaste com minhas asas
acabando por cair.
Quando o silêncio resolveu gritar
e o coração viver
a decisão certa a tomar
a errada a escolher.
Embriagado em lágrimas doces
como as de quem ama e não tem
se os insanos normais fossem
desistir seria aquém.
Com um sentimento sem fim
nem um começo certo,
termino o poema assim
sem te ter por perto.
À vontade.
Não sei se preciso de amor ou de sentir falta dele. Só sei que preciso.
Essa aqui tem a boca mais linda que já vi. Aquela lá, um corpo que me deixa louco. Outra, sabe usar tão bem as palavras que perco as minhas.
E nisso de não saber de quem gostar, como se isso fosse questão de escolha, acabo por não gostar de ninguém e querer todas ainda assim.
Uma vontade de querer. E querer ter vontade. Ah, sei lá.
De repente, tudo que escrevo parece ter, e tem, o mesmo tema: vontade.
Dizem que "não amar é sofrer. amar é sofrer mais". Mas será que sofrer é amar demais?
Sabe, alguns dizem que eu fujo do amor. Alguns dizem que eu o persigo. Bom, é o seguinte: eu preciso de amores e desabafos. Mesmo que falsos. Não que meus sentimentos sejam falsos, mas minhas palavras, assim como as suas, podem ser e isso eu não nego. Mas quando elas são falsas eu aviso. Essa é a diferença. Outro problema é que até sinceridade demais soa falso. Então por assumir minhas mentiras e enfatizar minhas verdades, sobraram-me os sobrenomes “nofuckingfeelings” ou “heartbreaker”. Bom, se não pode vencer, junte-se a eles.
Que não importam as palavras ou os sentimentos.
Importa a vontade.
E isso eu tenho de sobra.
Essa aqui tem a boca mais linda que já vi. Aquela lá, um corpo que me deixa louco. Outra, sabe usar tão bem as palavras que perco as minhas.
E nisso de não saber de quem gostar, como se isso fosse questão de escolha, acabo por não gostar de ninguém e querer todas ainda assim.
Uma vontade de querer. E querer ter vontade. Ah, sei lá.
De repente, tudo que escrevo parece ter, e tem, o mesmo tema: vontade.
Dizem que "não amar é sofrer. amar é sofrer mais". Mas será que sofrer é amar demais?
Sabe, alguns dizem que eu fujo do amor. Alguns dizem que eu o persigo. Bom, é o seguinte: eu preciso de amores e desabafos. Mesmo que falsos. Não que meus sentimentos sejam falsos, mas minhas palavras, assim como as suas, podem ser e isso eu não nego. Mas quando elas são falsas eu aviso. Essa é a diferença. Outro problema é que até sinceridade demais soa falso. Então por assumir minhas mentiras e enfatizar minhas verdades, sobraram-me os sobrenomes “nofuckingfeelings” ou “heartbreaker”. Bom, se não pode vencer, junte-se a eles.
Que não importam as palavras ou os sentimentos.
Importa a vontade.
E isso eu tenho de sobra.
Em caixa.
Abraço de corpo inteiro. Que é pra completar o que falta em mim.
Encaixo em seu corpo inteiro. Que é pra você sentir cada parte que ainda há em mim.
E meus pensamentos percorrem seu corpo. Como as minhas mãos.
E minhas mãos conhecem seu corpo. Como minha boca quando molha a sua.
E sua boca morde minha vontade. Como corre o sangue no coração pulsante.
E meu coração pulsa inconstante. Como meu querer de você.
E meu querer quer seu corpo inteiro.
Que é pra completar o que falta em mim.
Quando te abraço, te abraço e te abraço.
De corpo inteiro.
Encaixo em seu corpo inteiro. Que é pra você sentir cada parte que ainda há em mim.
E meus pensamentos percorrem seu corpo. Como as minhas mãos.
E minhas mãos conhecem seu corpo. Como minha boca quando molha a sua.
E sua boca morde minha vontade. Como corre o sangue no coração pulsante.
E meu coração pulsa inconstante. Como meu querer de você.
E meu querer quer seu corpo inteiro.
Que é pra completar o que falta em mim.
Quando te abraço, te abraço e te abraço.
De corpo inteiro.
Com-fusão.
Há algum tempo as palavras não refletem mais para dentro de mim.
Já não bastasse isso, elas têm-se tornado cada vez mais raras, mesmo aquelas que são reflexos do mim de outrora, que pode nem ter existido.
Não quero complicar, nem confundir. Embora feito inteiro de confusões, que se juntam e se moldam formando o formato moldado de mim. Por mim. E essa forma já não mais me conforma e muito menos conforta a fraqueza que com forte braço forma o abraço que cola no meu, com força tamanha que molda a forma do abraço da manhã de hoje e do conforto do amanhã que não há.
Confusão e com ebulição de interrogações, reticências e ponto final. Como redação retratada e maltratada em papel crepom que enfeita mas não embeleza que é feita sem a beleza do querer. Parada para dar par da partida daquela parcela que parte sem porquê nem pois.
E é esse excesso de ponto e falta de ação que molda minha confusão e inicia a ebulição da partida sem sim, sem fim e sem mim.
As palavras fogem.
E correm para dentro de.
Já não bastasse isso, elas têm-se tornado cada vez mais raras, mesmo aquelas que são reflexos do mim de outrora, que pode nem ter existido.
Não quero complicar, nem confundir. Embora feito inteiro de confusões, que se juntam e se moldam formando o formato moldado de mim. Por mim. E essa forma já não mais me conforma e muito menos conforta a fraqueza que com forte braço forma o abraço que cola no meu, com força tamanha que molda a forma do abraço da manhã de hoje e do conforto do amanhã que não há.
Confusão e com ebulição de interrogações, reticências e ponto final. Como redação retratada e maltratada em papel crepom que enfeita mas não embeleza que é feita sem a beleza do querer. Parada para dar par da partida daquela parcela que parte sem porquê nem pois.
E é esse excesso de ponto e falta de ação que molda minha confusão e inicia a ebulição da partida sem sim, sem fim e sem mim.
As palavras fogem.
E correm para dentro de.
Soçobra.
O não pensar em ninguém, me fez pensar em você.
O não querer ninguém, me fez querer você.
Minha carência de sentir...
Você.
A gente não se parece. Você não me completa.
Ninguém o faz.
Mas nisso de fingir gostar de você, acabei por gostar de fingir. Fingir.
Mal sei o que é real.
Ouço uma música que fala de amor. Penso em você. Não sei se isso é amar ou querer.
Ou só querer amar.
Mas de fato, quando penso em alguém, é em você. Incrível como tudo parece bonito quando você está em minha mente. E quando você está ao meu lado, pareço nem estar. Perco a atitude, as palavras, o ar.
Só sobra esse medo de não sei bem o quê.
Só sobro eu no meu canto só.
E você no seu canto seu.
Soçobramos nós.
Sós.
O não querer ninguém, me fez querer você.
Minha carência de sentir...
Você.
A gente não se parece. Você não me completa.
Ninguém o faz.
Mas nisso de fingir gostar de você, acabei por gostar de fingir. Fingir.
Mal sei o que é real.
Ouço uma música que fala de amor. Penso em você. Não sei se isso é amar ou querer.
Ou só querer amar.
Mas de fato, quando penso em alguém, é em você. Incrível como tudo parece bonito quando você está em minha mente. E quando você está ao meu lado, pareço nem estar. Perco a atitude, as palavras, o ar.
Só sobra esse medo de não sei bem o quê.
Só sobro eu no meu canto só.
E você no seu canto seu.
Soçobramos nós.
Sós.
Astro Rei.
Seu corpo esbelto, belo e forte
O meu esguio e só.
Seus cabelos, sua boca carnuda...
Minhas vontades são reticências.
Seus braços e pernas
Quero-os entre meus braços e pernas.
Porte de rainha, humildade de plebéia.
Domine-me e deixe-me dominá-la.
Seu coração desgastado de sofrer
O meu virgem, como eu.
Leoa.
Sou seu.
O meu esguio e só.
Seus cabelos, sua boca carnuda...
Minhas vontades são reticências.
Seus braços e pernas
Quero-os entre meus braços e pernas.
Porte de rainha, humildade de plebéia.
Domine-me e deixe-me dominá-la.
Seu coração desgastado de sofrer
O meu virgem, como eu.
Leoa.
Sou seu.
C-i-c-l-o
Não dói. Agoniza.
Essa certeza só da incerteza. Aliás. Às vezes, tinha certeza do não. Às vezes, do sim. Mas é, no geral, é incerteza. Não que eu seja tão previsível. Talvez só meio repetitivo. Para todos os meses poderia usar um texto já escrito por mim para definir o que eu estou sentindo. Na verdade, é que situações se repetiam. Da minha parte e da sua. Um mês normal, colegas, só. Um mês perfeito, recheado de palavras e carinhos. Um beijo. E um mês sem. Você fugindo de você e eu fingindo esquecer. E assim foi. Até que os três meses não passaram no tempo certo. Rompemos o ciclo. E o sentimento.
Queria me apaixonar por aquela pessoa certa da hora certa.
Mas não certo. Nem certa. Não há certeza.
E agonia dói.
Preciso romper meu ciclo de mim.
Essa certeza só da incerteza. Aliás. Às vezes, tinha certeza do não. Às vezes, do sim. Mas é, no geral, é incerteza. Não que eu seja tão previsível. Talvez só meio repetitivo. Para todos os meses poderia usar um texto já escrito por mim para definir o que eu estou sentindo. Na verdade, é que situações se repetiam. Da minha parte e da sua. Um mês normal, colegas, só. Um mês perfeito, recheado de palavras e carinhos. Um beijo. E um mês sem. Você fugindo de você e eu fingindo esquecer. E assim foi. Até que os três meses não passaram no tempo certo. Rompemos o ciclo. E o sentimento.
Queria me apaixonar por aquela pessoa certa da hora certa.
Mas não certo. Nem certa. Não há certeza.
E agonia dói.
Preciso romper meu ciclo de mim.
Há tensão.
E que belo dia pra falar de amor. Essa vontade estranha de chorar e de acordar e de dormir esse sono mal dormido e esses passarinhos ao fundo, esse tom de azul no céu, do céu. E que belo dia para amar. É que sabe, eu já nem sei mais. Chega uma hora em que simplesmente... Entende? Pior que sim, você entende cada palavra do que eu digo. Eu me deixo desvendar. Eu deixo pistas em meu labirinto para que você não se perca. Assim, como eu me perdi em você desde o primeiro encontro de olhares, ou pensamentos, sei lá. Doesn't matter. E essa vontade de chorar que não vai embora. Talvez seja o frio e o tom de azul. Da sua roupa. Não, você de novo não. São os pássaros. É que eu não posso acordá-la com um beijo no rosto bom-dia-meu-bem, aquele meu-bem meio miado cheio de vontade de ser um meu-amor. Você é meu amor. E o de vários outros. Bizarre love triangle. Acorda. Foi a noite mal dormida. E todo esse verde, essas cores parece tudo tão nublado e cinza enquanto você dorme. Chega. Vou seguir a placa. Essa em que bati os olhos quando procurava, em vão, você. Atenção. Pare. Duas palavras. E pra que mais? Pare pare pare pare pare pare.
Parou.
Parei.
E que belo dia pra falar de amor.
Parou.
Parei.
E que belo dia pra falar de amor.
Um.
Um monte mundano de mudanças.
Um litro de lábia louca e limpa pra lazer.
Uma dose de dúvidas diárias de coração quase destro.
Um quilo de quereres quietos que condizem com meu saber.
Um saco de saberes burros que sorriem quando tropeçam em você.
Um tanto de ternura e tesão que testam seu maestro.
Um pote de poeira que enche o meu doer.
Um combo de caminhos e de andanças.
Um botão de boa hora até que vá embora.
Um vaso de vazio que completa meu vasto de mim.
Um gole de gargantas e gargalhadas que agarram meu teatro.
Um resto de ratoeiras e armadilhas que matam os resquícios desse amor.
Um assunto não resolvido pouco assumido assim passado.
Uma era de éramos e de estátuas hereges no fim.
Um outono de você em mim outrora.
Um tudo de nada em mim. Um pouco de muito de você. Um nada desse pouco quase tudo de dor.
Um pouco de mim e muito de (querer) você.
Um pouco de mim.
E muito (muito mesmo) de nada de você.
Um litro de lábia louca e limpa pra lazer.
Uma dose de dúvidas diárias de coração quase destro.
Um quilo de quereres quietos que condizem com meu saber.
Um saco de saberes burros que sorriem quando tropeçam em você.
Um tanto de ternura e tesão que testam seu maestro.
Um pote de poeira que enche o meu doer.
Um combo de caminhos e de andanças.
Um botão de boa hora até que vá embora.
Um vaso de vazio que completa meu vasto de mim.
Um gole de gargantas e gargalhadas que agarram meu teatro.
Um resto de ratoeiras e armadilhas que matam os resquícios desse amor.
Um assunto não resolvido pouco assumido assim passado.
Uma era de éramos e de estátuas hereges no fim.
Um outono de você em mim outrora.
Um tudo de nada em mim. Um pouco de muito de você. Um nada desse pouco quase tudo de dor.
Um pouco de mim e muito de (querer) você.
Um pouco de mim.
E muito (muito mesmo) de nada de você.
Esquecer.
Todos os dias penso em esquecer você e é isso que me faz lembrar. Lembrar de você, e de querer, e do querer que talvez nem queria mais, mas é que é bom lembrar. E esquecer. Acho que prefiro fingir que esqueço para o lembrar sem mais intenso. Ou talvez a mentira seja o lembrar. E o esquecer também. É que eu não gosto de zerar. Não que eu me force a sentir nada, mas é que eu reforço o que sinto. Sinto muito. Não, você não foi um objeto. Eu não a usei pra não ficar vazio. Eu me usei. Só que um pouquinho de você já estava em mim, sabe?
Hoje há pontos e vírgulas.
Hoje há pausa e calma.
Hoje, meu bem...
só não há você.
Hoje há pontos e vírgulas.
Hoje há pausa e calma.
Hoje, meu bem...
só não há você.
Ex-querer.
Ele queria esquecer a outra. A única, aliás. Mas cadê? Não cadê ela, cadê o esquecer sabe? Não, eu sei. Ela que não sabe. Ela não sabe nada. Não, ela não é burra é que ela não sabe de nada, nada de mim sabe, de mim em relação a ela. Não que eu não diga, eu digo, eu gosto de você. Eu mostro, ela vê, quer dizer, acho que vê. Ela não é burra, eu gosto de você, mas é que entre as palavras ditas tem as não ditas e os soluços e a vontade sabe é que tipo, eu gosto de você e você é linda e você não pode ser minha embora eu já seja seu, todo, inteiro e cada centímetro de mim quer cada centímetro seu e que cada litro de mim quer ser despejado em você eu quero cada grama de você em cima de mim e que eu quero você inteira pra me completar o que falta, é que sabe, só me falta você e você já é completa, você acha que é completa, mas olha pra mim, um pouco mais pra mim e um pouco menos pra você, você vai ver que falta um pouco de mim em você e que o pedaço que falta em você tá em mim e por isso você não é completa e por isso você precisa de mim pra completar, e você é o que eu mais quero e você é assim o meu amor minha vontade de sentir e tudo que me faz sentir tudo que eu sinto e você tem os olhos mais lindos e seu corpo me deixa louco, sua agonia e palavras certas sempre certas mesmo que erradas enchem meus ouvidos, meu saco também, mas é que eu já sou louco por você e... Ei, eu gosto de você. Foi só o que eu consegui dizer, aliás, só o que você conseguiria ouvir sem ficar louca como eu estou e sou, assim, por você. E cadê? Não, não cadê o esquecer que eu não quero esquecer eu quero é você. Cadê você?
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